ETAPAS

ETAPA 1

Esta etapa decorre no Parque Natural do Douro Internacional e atravessa o planalto mirandês.

Esta etapa decorre no Parque Natural do Douro Internacional e atravessa o planalto mirandês.

Durante esta etapa as marcas de Grande Rota irão ser uma constante, cruzando-se com algumas marcas de pequena rota.
Nesta etapa o declive é acentuado, encontrará uma paisagem montanhosa e irá correr na maioria do percurso por estradas de terra. O percurso foi quase todo ele feito em estradas com algumas pedras soltas, no meio de terrenos agrícolas, atravessando vias romanas e partes de asfalto. Irás deparar com algumas longas subidas e descidas por um território tão remoto e selvagem. Vais encontrar vários cafés e pontos de agua ao longo do percurso.

Apesar de esta etapa ser a mais longa irá encontrar várias aldeias bem pitorescas como Paradela, Aldeia Nova, Cércio, Picote, onde o contacto com as gentes extremamente hospitaleiras do planalto Mirandês e transmontanas, é uma constante e sem dúvida uma das suas maiores riquezas.

[/fusion_text]

Etapa 1
Miranda do Douro » Freixo de Espada à Cinta

Miranda do Douro é uma cidade, sede de concelho, situada em Trás os Montes, faz fronteira com Espanha e fica na margem direita do rio Douro. Rio que dá nome à Grande Rota 36, aquela que será o vosso caminho até Freixo de Espada à Cinta.

No primeiro dia, a GR36, como já foi referido será a referência ao longo de todo o caminho. Enquanto atravessamos o planalto Mirandês, viajamos por um dos mais belos parques Portugueses: o Parque Natural do Douro Internacional.

A maioria do percurso é por estradas de terra com muita pedra solta, passagem junto a terrenos agrícolas e com alguns trechos em calçadas dos tempos das conquistas Romanas e pequenas ligações em asfalto.

Ao longo do percurso, deslumbrem-se com um território remoto, selvagem e único.

Apesar de esta etapa ser a mais longa irá encontrar várias aldeias bem pitorescas como Paradela, Aldeia Nova, Cércio, Picote, onde o contacto com as gentes extremamente hospitaleiras do planalto Mirandês e transmontanas, é uma constante e sem dúvida uma das suas maiores riquezas.

Etapa 2
Freixo de Espada à Cinta » Vila Nova de Foz Côa

Freixo de Espada à Cinta tem a categoria de Vila, pertence ao distrito de Bragança. Continuamos com a companhia do rio Douro e da GR36, até iniciar a Ciclovia do Sabor até Vila Nova de Foz Côa.

O percurso da etapa, continuará pela GR36, cruzando-se, aqui e ali, com algumas marcas de pequenas rotas locais. Notem que devem seguir sempre pela rota que o GPS vos indica.

Podemos dividir esta etapa em duas partes:

1. Um início feito por caminhos largos através de terrenos agrícolas, passando por uma calçada romana antes de encontrar a zona montanhosa.
2. A segunda parte deste percurso ira percorrer parte da ciclovia do Sabor, antes de atravessar o rio Douro, a chegada a Vila Nova Foz Côa efetuada entre parcelas de olival, vinha e amendoeiras.

Algumas passagens por aldeias com cafés e pontos de água para reforçarem as vossas mochilas com mantimentos.

A origem da Vila de Freixo de Espada à Cinta perde-se nas brumas dos tempos estando a sua fundação e toponímia encobertas pela nebelina que sempre envolvem as lendas. Todavia vários historiadores afirmam que os Narbassos, povo ibérico pré-romano mencionado por Ptolomeu, habitavam toda esta zona da Península, pressupondo-se assim a existência desta povoação anterior à fundação do Reino de Portugal.Vamos deixar o parque Natural do Douro internacional e iremos começar a encontrar a presença do “Homem” no Douro Vinhateiro. Nas encostas íngremes, onde podes avistar o Douro na sua caminhada até à foz, na cidade do Porto. Socalcos que o homem cobriu de videiras e que nos finais de cada verão darão ao mundo o famoso Vinho do Porto. Paisagens milenares e de uma beleza singular.

Etapa 3
Vila Nova de Foz Côa » Almeida

Foz Côa, no coração do interior de Portugal, é terra de xisto.
O castanho das rochas metamórficas contrasta com o azul celeste do céu. Em Março as amendoeiras e cerejeiras cobrem as encostas de branco e rosa. É a natureza em todo o seu esplendor depois de um inverno escondidas.

Começamos entre muros até chegar ao Museu do Côa. Uma obra fantástica dos arquitetos portugueses Camilo Rebelo e Tiago Pimentel. Desceremos, de seguida, por um caminho de pedra solta que atravessa a ponte rodoviária e nos leva por uma estrada de asfalto (cuidado com os carros) até à aldeia de Orgal.
Os caminhos de pedra solta e caminhos murados entre olivais e vinhas levam-nos até Castelo Melhor. Um perímetro muralhado com um povoado datado do da idade média ( Seculos XII e XIII). Seguimos depois por entre um manto de olivais e vinha até Almendra. 0 trilho atravessa a estrada seguimos até ao sítio arqueológico da Olga Grande e dali por lameiros e zonas de matas e bosque até a aldeia de Algodres. 

Por caminhos florestais e de pé posto, atravessando amplas zonas de sobreiro e azinheira, intercalados por olivais e pastagens chegamos à Reserva Natural da Faia Brava. A primeira reserva de natural de âmbito privado em Portugal.
O asfalto será o nosso piso durante alguns quilómetros até entrarmos por quintas e amplas áreas rochosas até próximos à Rib.ª do Judeu e contornam a aldeia do Barrocal, seguindo ao longo da encosta direita do rio Côa, atravessando uma extensa área de bosque e pastagens.

A chegada a Almeida será pelos chamados Lameiros Pardos, uma área florestal de sobreiro e azinheira.

Os cafés e pontos de água existem, mas com menor frequência a meio do percurso. Leia com atenção o “race book” (guia do participante) que lhe vamos enviar com todas essas notas.

Etapa 4
Almeida » Sabugal

Almeida, do distrito da Guarda, na Região do Centro e Beira Interior Norte, faz fronteira com Espanha a nascente, a sul o concelho do Sabugal. Parte do seu território é plano (planície Salamantina) e termina abruptamente sobre o Rio Côa.

0 Convento do Senhor da Barca é uma das nossas referências do dia que será de travessia por zonas de bosque, quintas, ora mais próximo do rio, ora subindo a encosta para zonas mais rochosas e extensas áreas de sobreiro na margem direita do rio Côa. Atravessamos a linha férrea e prosseguimos por zonas agricultadas e de árvores robustas.

Esta é uma zona mais despovoada. Os pontos de apoio, cafés e pequenos comércios, nas aldeias, estão mais distantes e em menor quantidade. Previna-se.

Almeida com a sua curiosa estrutura de bicos, cria espanto e alguma discussão em volta. A fortaleza abriga dentro dos seus muros a Vila e seus habitantes. Uma construção com objetivos claros de defesa do território Português dos avanços dos Mouros e mais tarde dos Espanhóis.

Etapa 5
Sabugal » Penamacor

Sabugal, concelho do distrito da Guarda, faz parte do Alto Côa, uma região irrigada pelas linhas de água afluente do curso superior do rio. Uma etapa com uma navegação mais tranquila.

Etapa com estradas largas, por muito tempo sem quaisquer desvios e grandes distâncias em asfalto.
Logo após a saída do Sabugal, entramos em área do Reserva Natural da Serra da Malcata. Uma área de proteção do lince Ibérico, hoje em perigo de extinção.

Esta ligação entre o Sabugal e Penamacor, será feita por extensas zonas agrícolas, principalmente junto à Meimoa. Pequena aldeia onde podemos guarnecer de reservas alimentares até ao final da etapa.

Por meio de caminhos ladeados de Eucalipto ou Pinhal chegamos circundamos a Albufeira da Barragem da Meimoa. Um local agradável de correr. Plano e por alturas de abril com piso agradável.

Etapa com muito poucas aldeias e pontos de apoio. Seja autossuficiente à saída do Sabugal.

Apesar do clima a e as condições naturais nunca terem sido as mais adequadas à ocupação humana, a região do Sabugal tem desde a Antiguidade revelado indícios de importante humanização. Há vestígios que datam do Neolítico e do Calcolítico.

Etapa 6
Penamacor » Idanha-a-Nova

Penamacor é um concelho da Beira Baixa, pertencente ao Distrito de Castelo Branco. Muitos foram os povos que por estas terras cruzaram rumo a outros locais peninsulares.

Uma etapa de fácil seguimento, caminhos largos e vários quilómetros de asfalto. Um trajeto mais exposto ao sol pela ausência de árvores. Mais próximo das populações os terrenos agrícolas dar-nos-ão o conforto de nos perceber mais junto de pessoas.

As subidas à Aldeia de Monsanto, a mais Portuguesa de Portugal, e aldeia Medieval de Penha Garcia são os marcos desta etapa. Duas aldeias históricas de Portugal com um património histórico e natural de grande relevo.

A chegada a Idanha-a-Nova, pela subida da Senhora da Graça, marcará definitivamente o final da etapa.
Atenções redobradas quando em estrada de asfalto, e também, nas travessias das mesmas. Apesar de ter pouca circulação rodoviária é bom estarmos atentos.

Uma etapa com poucos locais habitados. Seja autossuficiente à saída das localidades.

Os  vestígios  mais   remotos da  ocupação do  território  apontam  para  horizontes  pré-históricos (Neolítico final) e proto-histórico ( Idade do Bronze e Idade do Ferro) dispersos por vários locais da actual área concelhia. Muitos foram os povos que por estas terras cruzaram rumo a outros locais peninsulares. Quando as legiões romanas chegaram, depararam com a resistência dos lusitanos, tribos aguerridas que viviam essencialmente da pastorícia.

Mais sobre aldeia de Aranhas e João Pires.

Etapa 7
Idanha-a-Nova » Vila Velha de Ródão

Idanha-a-Nova é uma vila do distrito de Castelo Branco. Este concelho é rico em património histórico, cultural e arquitetónico.

Esta é a etapa com menor declive desde que começámos. O planalto da Beira Baixa é despido de árvores e com longas planícies de terras lavradas para plantação. Esta é uma etapa de transição para as longas planícies do Alentejo. Mais próximos de Vila Velha de Ródão, ladeando e atravessando os longos olivais começamos a perceber que entrámos noutra região de Portugal. Estamos em pleno território do Geopark Naturtejo, o primeiro em Portugal. Por vezes conseguimos vislumbrar o rio Tejo, o maior rio que atravessa Portugal. Área riquíssima em flora e fauna e que se constitui como Parque Natural do Tejo Internacional. Um parque, dois países: Portugal e Espanha.

Os caminhos, desta etapa, permitem uma navegação cómoda, sem grandes viragens que muitas vezes levam ao engano os mais distraídos. Percurso com poucas povoações e muitos quilómetros em asfalto.

Uma das suas atividades icónicas é o fabrico do Adufe, um instrumento musical feito a partir de pele de ovelha, é uma peça artesanal muito característica da região de saberes ancestrais. Com uma sonoridade muito própria tem o seu ponto mais alto na romaria da Senhora do Almurtão. O seu santuário, a poucos quilómetros, é de fundação antiquíssima, sendo mencionado no foral de Idanha-a-Velha datado de 1229, no reinado de D. Sancho II.

Em 2015 a UNESCO considerou Idanha-a-Nova como Cidade da Música, como parte do programa Rede de Cidades Criativas. Pelos saberes musicais anteriomente referidos, mas também, por ser berço do Boom Festival é um festival bienal de cultura visionária realizado durante a lua cheia de Agosto. Iniciou-se em 1997 enquanto evento musical, mas evoluiu ao longo das suas edições para uma celebração da cultura alternativa. O Boom é hoje um festival multidisciplinar, transgeracional e intercultural.

Etapa 8
Vila Velha de Ródão » Portalegre

Vila Velha de Ródão uma vila do distrito de Castelo Branco, de concelho seu nome, tem como lema “sentir o rio e viver a terra”.

Nesta etapa vamos dizer adeus Beira Baixa, vamos entrar no Alto Alentejo. Nos primeiros quilómetros vamos deixar terras de Oiro, atravessando e observando a grandeza do Rio Tejo. Ao fundo, poderemos observar um dos geossítios mais importantes do Geopark Naturtejo e a maior referencia de Vila Velha de Ródão: as Portas de Ródão. Um fenómeno geológico com milhões de anos.

Já na margem sul do rio Tejo, em Póvoas e Meadas entramos em território do Parque Natural da Serra de São Mamede e de seguida a “viagem” atravessa séculos de história: Castelo de vide, também conhecida por Sintra do Alentejo e a “Mui nobre e sempre leal” Vila de Marvão. Por caminhos rurais, muitas vezes murados e também por calçada Romana seguimos até ao final da etapa.

Subidas? Sim, 3km até Marvão. Um grande desafio, que se vence pela envolvente paisagística e pela magnífica e bem preservada calçada medieval. Calçada que atravessa soutos e ainda nos leva a conhecer a cidade romana de Ammaia.

Até meio do percurso, as aldeias e os pontos de onde poderás abastecer estarão mais distantes. Encontram-se ao longo do percurso fontes onde podemos abastecer de água.

Os mais antigos vestígios do passado de Ródão são de natureza geológica e estão datados de cerca de 600 Milhões de anos. Desse período são visíveis, nas rochas xistosas e quartzíticas, fósseis de trilobites e bivalves, testemunhos de um antigo mar que chegava até Ródão.

Neste contexto natural, dominado pelo rio Tejo, que molda a paisagem e pelas Portas de Ródão, o seu referencial geográfico, a humanidade encontra, nos terraços fluviais das margens do grande rio, as condições ideais para estabelecer os primeiros acampamentos temporários que remontam ao paleolítico inferior.

Etapa 9
Portalegre » Elvas

Cidade de Portalegre, distrito de seu nome, perto da fronteira com Espanha, entre a planície e a montanha, enquadrado em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, gozando de uma enorme riqueza cultural, paisagística e gastronómica.

A saída de Portalegre percorrerás um trecho em asfalto e irás passar pela bonita e pacífica vila de Alegrete e o seu ex-libris o Castelo de Alegrete antes de encontrares marcas de pequenas rotas locais.

Deixamos para trás o Parque Natural da Serra de São Mamede e o Alto Alentejo e vamos conhecer o Alentejo Central. Um Alentejo mais plano, menos povoado. São longos períodos de asfalto pela belíssima planície alentejana. Extensões a perder de vista de Olivais e sobreiros e muita presença de gado bovino e caprino.

São vários os pontos de água e cafés ao longo do percurso.

Com uma longa história, Portalegre foi uma cidade próspera e rica nos séculos XVII e XVIII, devido ao investimento na indústria têxtil e ainda hoje é conhecida por essa tradição. Devemos por isso visitar o Museu das Tapeçarias da Manufatura de Portalegre, instalado num antigo solar nobre. As Tapeçarias são peças únicas feitas numa técnica de tear manual que permite reproduzir na perfeição as gradações e as tonalidades de uma pintura ou de um desenho. Têm grande valor e são muito apreciadas por artistas contemporâneos para reprodução das suas obras de arte.

Ao passear pela cidade, vemos muitos palácios e monumentos que relembram os tempos áureos passados. Como o Castelo de origem medieval, a grande Sé, onde se pode admirar um conjunto único de pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII e painéis de azulejos com cenas bíblicas.

Etapa 10
Elvas » Monsaraz

Elvas, a maior cidade do distrito de Portalegre, alberga o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, as muralhas de Elvas e o centro histórico da cidade são Património Mundial da Humanidade pela UNESCO desde 2012.

Esta etapa é marcada por longos trechos de estrada largas de terra por vezes com alguma poeira salientar que irás passar pelo Sentinela do Guadiana (Juromenha). Irás, por vezes, encontrar marcas de pequena rota e irás correr na maioria do percurso por estradas de terra. Após sair do parque de campismo irás correr um trecho em asfalto que atravessa o rio. O percurso desta etapa será, na sua maioria, por estradas de terra batida e algumas partes de estradas asfaltadas.

Antes da chegada a “vila medieval do Alentejo perto do céu” (Monsaraz) irás encontrar marcas de pequena rota.

Nesta etapa irás encontrar pontos de água e cafés em média a cada 10 km.

A história do local onde se viria a erguer a cidade de Elvas começa no período designado por Idade do Ferro. No entanto, a história desta região tem o seu princípio muito antes de surgir essa primeira fortaleza do Ferro. Dada a fertilidade dos campos deste local, cedo se estabeleceram aqui as primeiras populações e claro está, deixaram o seu rasto no magnífico património megalítico que polvilha as herdades do concelho de Elvas. Há que recuar até ao período do Neo-Calcolítico, mais ou menos entre o 4000 a. C. e 1800 a. C. para começar a contar esta história, embora haja também diversos vestígios do Paleolítico como é o caso da jazida das Caldeiras. É no entanto no período do Neo-Calcolítico que surgem os primeiros marcos arquitectónicos construídos pelo Homem: as antas. Actualmente existem 22 no concelho de Elvas.

Etapa 11
Monsaraz » Moura

Monsaraz, vila medieval antiga sede de concelho, hoje freguesia que pertence a Reguengos de Monsaraz. Manteve as suas características ao longo dos séculos por isso proporciona uma vigem no tempo, pois é um local único onde ainda se consegue encontrar paz e tranquilidade esquecidas pelos tempos modernos.

Esta é umas das etapas com maior percentagem de asfalto. Atenção, poucas aldeias onde poderás abastecer!

Esta é a etapa quem tem o menor declive de todas.

Irás admirar o maior lago artificial da Europa (Alqueva) antes de chegar a Moura.

Mostrando já indícios de ser um castro fortificado durante os tempos pré-históricos, sempre teve fortes influências militares e religiosas, impecavelmente preservadas no tempo até aos dias que correm. A airosa vila medieval de Monsaraz, mantêm a sua magia de outrora como poucos lugares no mundo. Feita de cal e xisto, este lugar sussurra-nos, por entre o eco dos nossos passos nas suas ruas, magníficas histórias de reis audazes, cavaleiros templários, gentes bravas e damas de beleza singela.

Suspensa no tempo, a histórica povoação alentejana, uma das mais antigas de Portugal, é um destino obrigatório na sua lista de lugares a visitar no Alentejo. Especialmente depois de, em 2017, ter vencido na categoria “Aldeias Monumento” do concurso 7 Maravilhas de Portugal – Aldeias.

Etapa 12
Moura » Minas São Domingos

Moura integra a região do Alentejo e a sub-região do Baixo Alentejo. Faz fronteira com Espanha, a sudeste, e com os concelhos de Mourão, a nordeste, Barrancos, a este, Serpa, a sudoeste, Vidigueira, a oeste, e Portel e Reguengos de Monsaraz, a noroeste pela albufeira de Alqueva.

O trecho entre Moura e Pias é em asfalto, após a passagem em Pias começarás a encontrar marcas de rotas de btt, entrarás dentro de um dos mais extensos municípios de Portugal – Serpa, assim como na região do baixo Alentejo.

Esta é a segunda etapa com maior percentagem de asfalto, com poucas aldeias onde poderás abastecer. O percurso continua a ser por estradas largas de terra e alguns trechos longos de asfalto.

É nesta etapa que irás entrar no Parque Natural do Vale do Guadiana, encontrarás algumas marcas de grande rota.
A navegação continua a ser fácil ter atenção as mudanças de direção.

O Castelo de Moura assenta sobre um povoado da Idade do Ferro de comprovada importância política e económica, a margem esquerda do Guadiana, integrada no período romano na Bética Ocidental e desde sempre sob a influência política de Sevilha, desempenhou ao longo da Idade Média e, depois, até à Guerra da Restauração, um papel de razoável importância na política externa de Portugal.

Etapa 13
Minas São Domingos » Alcoutim

Minas São Domingos, concelho de Mértola, distrito de Beja. A mina e a respectiva aldeia das Minas de São Domingos correspondem a um antigo couto mineiro.

Percurso continua a ser por estradas largas de terra batida. As aldeias e pontos para abasteceres estão mais perto uma das outras, excepto a parte final que correrás vários quilómetros sem pontos para abastecer-te.

Continuarás no Parque Natural do Vale do Guadiana, e com algumas marcas da grande rota.

A navegação continua a ser por estradas largas e fácil, no entanto ter atenção as mudanças de direção.

Possuíam ligação ao porto fluvio-marítimo do Pomarão, no rio Guadiana, por meio de um caminho-de-ferro de via reduzida.A tradição mineira na zona de São Domingos remonta aos Fenícios e Cartagineses e, depois destes aos romanos, cujo labor mineiro se estendeu desde o inicio do séc.I até aos finais do séc.IV, sendo o seu principal objetivo a extração de cobre, ouro e prata.

Etapa 14
Alcoutim » Monte Gordo

Alcoutim, chegámos ao Algarve, a última região desta viagem. Do distrito de Faro, as gentes desta terra transpiram paz e a natureza faz-nos esquecer o relógio.

Na última etapa continuarás a ver as marcas de grande rota e irás deixar a região do Baixo do Alentejo. Vais entrar na região do Algarve pelo caminho poderás apreciar o rio Guadiana. Nesta etapa o contacto com as gentes do Algarve será mais próximo pois encontrarás varias aldeias ao longo do percurso onde poderás abastecer.
Entre Alcoutim e a Aldeia de Marmeleiro a etapa começa em estrada asfaltada até Praia Fluvial de Alcoutim, a partir daqui o caminho a subir, serpenteia entre montes e vales até à à Barragem de Alcoutim, a paisagem é com mato e pinhal, observamos zona de lavadouro antiga e o que resta, do que se acredita ser, um antigo caminho romano em pedra (Eixo Viário do Algarve Oriental) que ligava Tavira a Alcoutim.

Depois de atravessar a aldeia de Marmeleiro desce até ao rio por uma estrada de terra, o percurso segue agora paralelo ao rio atravessamos o barranco onde encontramos um poço de roda segue pelo caminho estreito, circundando azinheiras e vegetação diversa, têm passagem pelo miradouro do Pontal do Guadiana, paragem obrigatória e local emblemático pela fantástica vista para o Rio e para Espanha, aqui aproxima-se novamente do rio, num contacto mais direto com a Natureza, marcado pela presença de oliveiras centenárias.
O percurso atravessa a localidade Montinho das Laranjeiras, onde à esquerda, encontramos o núcleo arqueológico com vestígios de três épocas históricas distintas (Romana, Visigoda e Islâmica) depois a aldeia das Laranjeiras, onde pode abastecer antes de Guerreiros do Rio.

Em Guerreiros do Rio segue por um caminho de pé posto, em pedra e entre muros, com passagem por mais uma várzea cultivada passado pela aldeia do Álamo prossegue por caminhos de terra batida até Corte das Donas, observamos antigas eiras(hoje sem utilidade, mas que em tempos representaram o sustento de muitas famílias).
Desde da Corte das Donas o percurso segue por um caminho de pedras, entre muros a vegetação é mato mediterrânico, com zonas de pinheiro manso contado com mais uma descida até à próxima localidade.
Antes de chegar Odeleite, onde podes abastecer, o percurso percorre uma extensa zona de hortas ao longo das Várzeas da Ribeira de Odeleite, passado antes por trilhos de terra batida acompanhado a ribeira de Odeleite, no caminho muitas árvores autóctones e a típica paisagem rural serrana.

Entre Alcaria e Almada D’Ouro o percurso anda junto ao rio Guadiana entre hortas e figueirais, passa por um dos antigos postos da Guarda Fiscal (em tempos de contrabando), depois Almada D’Ouro existe mais uma descida acentuada, passado por algumas ruínas da antiga Quinta da Choça a vegetação ribeirinha é rainha.
Em Azinhal terá uma maravilhosa vista panorâmica, de seguida a descida é acentuada e ladeada por sargaço, tojo, rosmaninho, mato e antigos vestígios de pomar de sequeiro e oliveiras, a chegada a Junqueira é pela antiga estrada nacional atravessando extensos laranjais e hortas, depois passar Junqueira, encontras entre hortas e variadíssimos pomares, um laranjal, bem como poços de outras épocas entre muros seculares seguindo por terra até Castro Marim, usufruíra ainda de uma fantástica vista panorâmica para o Rio Guadiana.

O percurso atravessa Castro Marim onde pode abastecer, descobrindo depois à esquerda as sublimes salinas inseridas, por sua vez no ex-libris natural do território, a Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António, o percurso segue na Nacional 122, tome atenção aos carros, chega depois a Vila Real de Santo António. Na parte final o percurso atravessando a Mata Nacional das Dunas Litorais de Vila Real de Santo António percorre o “Caminho dos Três Pauzinhos”, até a praia de Santo António, onde começam 3 quilómetros finais em areias atlânticas.

Ficaste com dúvidas?

Contacta-nos. Estamos para ajudar.

[]
1 Step 1
keyboard_arrow_leftPrevious
Nextkeyboard_arrow_right
FormCraft - WordPress form builder